quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

“Plantei uma Árvore sem ter água para regar...” (1:00)


Aqui temos um “menino” relatando sua história, seus sonhos e sua vida cotidiana, percebemos que trata-se de uma pessoa que não tem um grau elevado de escolaridade, mas que tem um domínio da fala, uma forma poética de descrever as coisas comuns assim como Virgílio de Lemos faz em seu Poema: Sagrado Coração de Meus Anseios. Neste poema vemos os anseios de uma mulher que não quer ser limitada, rotulada, transformada em algo que não é e nem quer ser. Do outro lado temos um menino que almeja um futuro, mas com a chegada da "árvore que ele plantou", referência ao filho que irá nascer, ele terá que postergar seus sonhos.
Em outro ponto, encontramos em Waly Salomão, como na fala do “menino” uma referência a um elemento da natureza (árvore/onda), para fazer poesia ou, neste caso, descreve-lá:
Escrever poesia é como surfar.
...
Poesia, como surfar, é inesgotavelmente fresca e cheia de surpresas, suas delícias são sem fim, e cada onda, como cada poema, contribui em sua medida para o que sentimos, sabemos e acreditamos. (SUPERFÍCIES).

Um comentário:

  1. Luiza e Luiz,

    texto "cinematográfico" o de vocês, já que feito de elipses e cortes ("Aqui temos", "do outro lado", "em outro ponto"). Mas acho que faltou mais argumento, apesar da ligação entre os "fotogramas" estar feita, e acho que a falta de argumento (visível, com mais presença, e tão não elíptico) está na ausência de referências a (ou trechos indicativos de) algum dos textos críticos: Lisa ou Luciana. O que foi pedido também.

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